Por Claudio Moreira

 

Aconteceu um fato que vira e mexe me deixa muito feliz. Estávamos em sala com uma turma de líderes, discutindo os conceitos de maturidade profissional, dentro do contexto do tema Times de Alta Performance.

Num determinado momento, discutíamos os conceitos de maturidade profissional (M1, M2, M3, M4, classificação, proposta por Paul Hersey e Ken Blanchard no modelo de Liderança Situacional e que pode ser adaptada para indicar como o nível de apoio e direção necessário em um treinamento varia de acordo com o estágio de maturidade do participante) e os níveis M1 e M2 geraram uma excelente discussão.

Ó dúvida cruel, seguir cartesianamente a ordem dos slides ou deter-se numa discussão que estava gerando insights poderosos?

Uai, e você ainda tem dúvida? Um viva à discussão.

O treinamento é vivo!

Os treinamentos comportamentais têm um caráter dinâmico e adaptável, o que significa que o conteúdo e a abordagem devem ser ajustados conforme as necessidades e a realidade da turma. Ao contrário de métodos mais rígidos, o treinamento comportamental requer flexibilidade, pois os participantes trazem consigo diferentes experiências, desafios e perspectivas que devem ser consideradas para tornar o aprendizado mais efetivo.

Situações reais e interações

É por isso que, como treinador corporativo, minha responsabilidade não é apenas seguir um plano de aula fixo, mas moldar o conteúdo de forma que ele se conecte com as situações reais do time e se desenvolva ao longo das interações, tornando-se ainda mais relevante à medida que a dinâmica da turma evolui.

Acredito demais que a verdadeira eficácia de um treinamento comportamental está em sua capacidade de ser discutido, aprofundado e refletido de maneira contínua.

O conteúdo não deve ser uma transmissão unilateral de conhecimento, mas sim um processo interativo, em que os participantes possam trazer suas próprias experiências e pontos de vista.

Sim, já tive clientes que reprovavam minha convicção e queriam uma linearidade no acompanhamento dos slides e do conteúdo.

Tive uma cliente que cronometrava quanto tempo eu ficava em cada tema. Pois é.

E importante que, como treinadores, tenhamos sempre em mente que o compromisso vai além da entrega de conteúdo técnico. O foco deve ser no LEGADO que deixamos, ou seja, na transformação que somos capazes de provocar nas pessoas, na forma como elas aplicam o conhecimento e nas mudanças que conseguimos gerar em sua forma de pensar e agir.

Contexto que exige uma abordagem mais profunda, que vá além de um plano de aula cartesiano.

Quando nos dedicamos a entender as necessidades do grupo e oferecemos ferramentas para que as mudanças ocorram de dentro para fora, garantimos que o impacto do treinamento será mais significativo e duradouro.

É para isso que somos contratados. O treinamento é vivo, viva o treinamento.

 

claudio.jpg - O treinamento é vivo! Viva o treinamento!

Claudio Moreira é consultor de Educação Corporativa e trainer de equipes de alta performance, tem mais de 50.000 profissionais capacitados em sua trajetória profissional.  É especialista em treinamentos de times de Serviços, Food Service e Varejo. É professor de cursos In Company na Conquer, é professor em cursos MBA no IPOG e na Escola Conquer. É mestre em Tecnologia Educacional, tem MBA Service Management (IBMEC) e MBA em Marketing (Fundação Getúlio Vargas). Colunista EA “Trilhos de Aprendizagem”.

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