Ômega, mundo sem liderança | Felipe Gruetzmacher

 

Os governos de todo mundo caíram por conta da corrupção. Nesse cenário sem lideranças, Ômega, uma inteligência artificial, assume o controle do planeta. Agora, as pessoas precisam obedecer às máquinas. Ômega, a partir de diversas fontes de dados e informações, realizou importantíssimas reformas na economia, gerando emprego para todas as pessoas e melhorando a qualidade de vida.

Não há motivos para guerrear ou lamentar, pois não há mais pobreza, crime, desemprego e nem desastres ambientais. Ninguém tinha o direito de escolher emprego, apresentar ideias inovadoras, opinar sobre qualquer coisa ou fundar uma startup. Todas as novas tecnologias, serviços, produtos e soluções são criadas por Ômega.

Graças a superioridade dessa inteligência artificial, tudo o que era criado contribuía para a melhoria da vida humana, pois o erro humano foi erradicado. Tudo o que as pessoas precisam fazer é obedecer às ordens de Ômega e se conformar em sermera engrenagem de um sistema absurdamente inteligente.

Viramos apenas peões nas mãos de Ômega
Somos considerados tolos demais para colaborar naturalmente e construir uma sociedade harmoniosa a partir do nosso livre arbítrio e iniciativa. A questão é: será que somos tão desorganizados e desunidos assim para não conseguirmos atingir uma sociedade que seja boa para todas as pessoas?

Ecossistemas de inovação e ideias disruptivas dependem de muita colaboração, o que exige muita interação humana e o saber lidar com pessoas.Podemos superar as falhas nas nossas comunicações para construir um mundo ideal?

Essas questões passam pelo tema persuasão. Por isso, nada mais lógico do que tirar ideias do livro “Copywriting – Volume 1 – O Método Centenário de Escrita mais Cobiçado do Mercado Americano” do autor Paulo Macedo.

Insights:
O copywriter é um profissional que usa as palavras corretas para se comunicar com o público certo e levá-lo a tomar uma decisão. Isso pode significar fazer uma compra, um download, assinar uma newsletter ou qualquer coisa assim. São textos estrategicamente escritos para apresentar os benefícios de executar a ação. Um bom exemplo é um texto vendendo um liquidificador de cor preta e feito de acrílico.

Os benefícios apresentados são:
• Não suja facilmente porque a cor é preta
• É resistente porque é feito de acrílico

Características de um produto podem virar bons benefícios para persuadir pessoas a comprar soluções. Nesse sentido, a copy (texto escrito pelo copywriter) precisa vender um sonho e apresentar os ganhos de maneira simples e direta.

Um autor citado pelo livro, o americano Paul Hollingshead, cofundador da AWAI (American Writers&ArtistsInc) define a diferença entre o copywriter e a redação publicitária nesses termos:

A copy apresenta uma forte call to action. Chama o leitor para tomar umadecisãode forma mais direta e poderosa.

A redação publicitária tem uma soft sell ad. É um anúncio de venda suave, não tão direto. É mais sutil.

Outro autor citado pelo livro, Bill Bernbach, afirma que o copy apresenta um conceito totalmente novo. É uma “quebra de padrão” que transforma uma ideia numa oferta irresistível. Para ser mais preciso, a comunicação do copywriter deve funcionar como uma conversa: simples, direta e objetiva.

O discurso de vendas precisa ser elaborado com palavras certas para atingir o coração das pessoas. São palavras emocionais que geram uma forte conexão com o mercado.

Vender soluções para a insônia, por exemplo, pode ser feito a partir de uma copy que explora o alívio de viver descansado e com as forças revigoradas.

Uma boa copy comunica uma PUV (Proposta Única de Valor) com base nessas questões:
• Qual é a proposta única de vendas?
• O que diferencia ela dos demais concorrentes?
• Por que as pessoas devem escolher a sua proposta e não a da concorrência?
• O que a sua proposta tem de único e desejável?
• Qual é a sua concorrência?
• Qual é seu público-alvo?
• Quais palavras tornam sua proposta bem clara, específica e excepcional?

Crie algo que faça seu cliente-alvo desejar o que você faz!

Como esses insights se aplicam na área do RH?
A copy é, na maioria das vezes, elaborada para construir uma comunicação entre cliente e marca. Assim, a copy oferece um produto, assine a newsletter ou faça um download de uma amostra grátis.

Que tal usar esses mesmos princípios da persuasão para combinar acordos entre stakeholders?
Nem toda a comunicação e persuasão envolvem dinheiro conquistado a curto prazo!
Por exemplo: Uma HR Tech pode identificar que há burocracia demais para contratar talentos.
Assim, essa mesma HR Tech pode usar a estrutura de copy para sugerir que alguma GovTech simplifique esses processos: seria uma colaboração entre stakeholders de ecossistemas de inovação que não envolvem necessariamente venda de algum produto.

Um outro exemplo: uma HR Tech fazer uma parceria com alguma Healtech. Com essa parceria, seria possível oferecer serviços de saúde para o público constituído de colaboradores das empresas.

Ofertas bem específicas e receitas podem ser consequência de atores interagindo entre si sem que signifique ganho imediato.

Tudo depende do que a HR Tech vai ganhar sugerindo mudanças estratégicas em modelos de negócios que, aparentemente, nada têm a ver com elas.

 

Continue lendo! Conto 19: Quem Precisa de Heróis. Acesse aqui

 

 

felipe Easy Resize.com - Ômega, mundo sem liderança
Felipe Emilio Gruetzmacher  é formado em gestão ambiental, educação ambiental e se especializou em copywriter através de muitos cursos online, muita prática e dedicação. Autor na Comunidade EA é um dos mais lidos na plataforma. Tenta decifrar os enigmas do trabalho humano, até porque essas questões podem mudar os rumos da sociedade humana e acelerar a marcha da história rumo à Utopia.

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