Por Patrícia Milaré Bertão
Confesso que estava na fila que via a IA com um pé atrás e desconfiança, principalmente por imaginar que a criatividade humana poderia estar com seus dias contados e, ainda hoje, eu amo e odeio a IA na mesma proporção.
Mas me rendi a entendê-la melhor e enxergar as suas possibilidades e oportunidades, até porque brigar com o óbvio não é nada produtivo. Continuar insistindo num modelo mental que já ficou para trás não seria saudável nem profissionalmente, nem na vida pessoal.
Fiz um curso que me deu um norte e comecei a dar os primeiros passos. Fui testar uma IA e fiz uma pergunta a ela: O que é o amor? Sabe o que ela respondeu? “Sou um modelo de linguagem e esse pedido está além das minhas capacidades”. Amei a resposta!
Uma das grandes diferenças da IA para nós, seres humanos, ela não sabe o que é amor! Bingo!
O que é mais engraçado é que na era digital, em que muitas pessoas têm dificuldade para se comunicar com as outras, precisarão aprender a se comunicar com a “máquina” para ter a informação de que precisam.
Como ouvi várias vezes durante o curso, a qualidade da sua resposta vai estar diretamente ligada à qualidade de sua pergunta. Então, clareza e foco serão essenciais.
Nesse treinamento que fiz, também foi abordada a questão das “alucinações” da IA e quão importante é termos conhecimento e pensamento crítico para saber validar as informações recebidas.
Não dá para simplesmente receber e disparar. Ponto de atenção.
Outro ponto muito comentado é que a IA, ainda hoje, não é capaz de lidar com algo que não aconteceu antes e carrega informações que podem vir distorcidas do que se trabalha na sociedade atual. Pode carregar discriminações de todos os tipos, discursos de ódio e passar longe da inclusão e diversidade. É preciso entender limites e preocupações, principalmente em áreas como medicina, psicologia e jurídica.
Como dizemos no bom português, muita água ainda irá passar embaixo dessa ponte.
Aqui foram pequenas pinceladas dadas nessa tela em branco.
Não acredito que seremos substituídos por IA, como bem diz meu amigo e também colunista EA Magazine, João Casarri Neto, mas sim por pessoas que estão estudando e aprendendo mais sobre o assunto. Portanto, ainda tenho muito a aprender. Conheci a pontinha do iceberg.
O caminho pela frente é longo e desconhecido. As possibilidades são enormes. Já abri a porta e agora é mergulhar nesse tema e aprender mais e mais.
E posso afirmar que continuarei escrevendo meus textos, poesias, bilhetes e mensagens com palavras que sairão diretamente do meu coração, das minhas vivências, meu olhar e a relação que estabeleço para quem as envio.
Patrícia Milaré Bertão é casada e mãe de duas filhas. Formada em Secretária Executiva (USC), Administração de Empresa (UNIFAE) e MBA em Gestão Empresarial (FAE). É coordenadora sênior Account, TIM Brasil. Participa de um blog que trata sobre diversos temas e assuntos como Comportamento, Relacionamentos e Mundo Corporativo (@vem_que_a_gente_explica). Voluntária na Social Startup, sem fins lucrativos, com foco no desenvolvimento humano – Da Periferia para a Faria Lima. Tem um viés poético e tem três poesias classificadas e publicadas em livros, Poetize 2022 Seleção Poesia Brasileira, Poesia Livre 2022 e Poesia BR. Escrever é meu divã! Colunista EA “Mundo Organizacional”.
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