Por Aline Sousa

 

A autenticidade pode ser definida como a capacidade de ser verdadeiro consigoe com os outros, de se expressar de forma genuína e de agir de acordo com seus próprios valores e crenças. Ser “de verdade” é importante para o branding pessoal porque permite que as pessoas se diferenciem das demais e construam uma imagem única e consistente, o que pode ser crucial para o sucesso em várias áreas da vida.

Um estudo realizado em 2017 pela Universidade de Harvard e pela Universidade de Michigan mostrou que indivíduos que agiam de maneira autônoma tendiam a ter maior bem-estar psicológico e maior satisfação com suas vidas do que aqueles que agiam de forma inautêntica ou que tentavam se moldar para atender às expectativas dos outros.

Além disso, um estudo da agência de publicidade da McCann Erickson revelou que 64% dos consumidores consideram a autenticidade como um fator importante na escolha de marcas com as quais desejam se relacionar.

Ser autêntico, fator-chave

Ao construir uma marca pessoal real e genuína, cria-seuma maior confiança e se estabelece uma conexão mais profunda com aqueles com quem se interage, seja em um ambiente profissional ou social. Em um mundo onde a competição é alta e a atenção das pessoas é disputada por muitas informações, ser autêntico pode ser um fator-chave para se destacar e alcançar o sucesso.

De acordo com o autor e especialista em branding pessoal, William Arruda, “a confiança é a base do branding pessoal. Se você não é autêntico, sua marca será percebida como artificial e as pessoas terão dificuldade em confiar em você”. Por isso, é importante que as pessoas acreditem a si mesmas e que construam suas marcas pessoais com base no que efetivamente acreditam e colocam em prática.

Um artigo da Forbes, lista três razões para considerar a autenticidade como um de seus valores fundamentais.

1. As pessoas têm um desempenho melhor quando podem ser elas mesmas
Autenticidade capacita as pessoas a serem quem são. Como humanos, todos nós somos dotados de pontos fortes individuais e temos paixões únicas. Na experiência organizacional e de liderança, compreender os pontos fortes e motivadores de cada pessoa e refinar sua experiência de trabalho para melhor se alinhar com elas pode ser um divisor de águas para o funcionário e a organização. Naturalmente, isso não significa que todos nós podemos fazer apenas as coisas que amamos e nas quais somos bons todos os dias – temos que aprender a crescer e ser melhores, não importa a tarefa.

2. Autenticidade pode ajudar a construir confiança
A autenticidade garante consistência e vulnerabilidade, que são essenciais para construir confiança.As pessoas vão respeitar e confiar em você por demonstrar ser um ser humano real.Colocar uma fachada é uma receita para o desastre para qualquer profissional ou empresa.

3. Autenticidade gera lealdade
No ambiente corporativo, os funcionários não apenas tendem a ter um desempenho melhor em uma cultura de confiança e comunicação aberta, mas também são mais leais uns aos outros e a seus líderes. As pessoas estarão mais engajadas e isso pode criar um ambiente de trabalho melhor e ajudar a reduzir a rotatividade.

Na construção de legado pessoal, é fundamental transmitir claramente os valores e propósitos arraigados no indivíduo. Essa transmissão de ser fiel ao que se acredita, expande um olhar mais aprofundado sobre si e/ou seu negócio, gerando credibilidade e, consequentemente, relações mais íntegras.

Dra. Christina Hibbert, psicóloga e autora do Best-seller “8 Keys to Mental Health ThroughExercise – Who Am I WithoutYou”, menciona o porquê de, muitas vezes, não conseguirmos ser “reais”. Ela destaca algumas razões (em diferentes cenários) que podem impedir de sentirmos essa liberdade de sermos quem somos:

  • Modelos ruins de autenticidade:pais, professores ou outras pessoas que ensinam a esconder quem somos ou a ser alguém que não somos.
  • Tentar ser outra pessoa: incertos sobre quem realmente somos, “experimentamos” identidades como roupas, ou fingimos ser um ideal porque não gostamos de quem somos.
  • Fazemos isso de propósito: com medo de mostrar como realmente pensamos e sentimos, fingimos agir, com medo de que nosso verdadeiro eu não seja bom o suficiente.
  • Caímos no hábito:Não querendo despejar em outras pessoas ou compartilhar muito, nós engolimos e agimos melhor do que sentimos. Então, continuamos fazendo isso. Não queremos necessariamente ser inautênticos, mas começamos a fingir há muito tempo e simplesmente não sabemos como parar.
  • Medo: Temos medo que as pessoas não gostem de nós. Com medo de afastarmos as pessoas por sermos reais demais. Com medo de sermos julgados ou de não correspondermos a quem nós ou os outros pensamos que somos.Resumindo: o medo impede a autenticidade. Não devemos ceder ao medo.

Por fim, reconheço que manter a autenticidade integralmente é um desafio.

Na verdade, é difícil garantir 100% de precisão em qualquer tarefa. No entanto, se adotarmos a autenticidade como um valor orientador ao definir nossos objetivos, tomar decisões e interagir com as pessoas, acredito que seremos capazes de perceber a notável influência que isso pode exercer em nossas relações pessoais e profissionais, bem como em nossa reputação, negócios e carreira.

 

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Aline Sousa é mãe e mulher que acredita no poder do propósito e colaboração. Formada em Administração, MBA em Gestão de Pessoas, mais de oito anos de experiência em Gente & Gestão. Headhunter, consultora de RH, mentora de carreira, professora, palestrante. Eleita Linkedin Top Voices (com mais de 560 mil seguidores), Top 20 Ibest e business influencer de grandes marcas. Colunista EA “Pessoas no centro”.

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/aline-sousa-headhunter/

 

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