Por Judá Nunes

Neste ensaio, Judá Nunes e Dandara Domingues discutem a memória, cuidado, precarização e os desafios de envelhecer como mulher trans ou travesti no Brasil.

O envelhecimento de pessoas transgênero ainda é um tema pouco visível no debate público brasileiro. Durante muito tempo, essas trajetórias apareceram quase sempre associadas à violência, à exclusão e à interrupção de direitos. Aos poucos, porém, pesquisas acadêmicas, dossiês produzidos por organizações do terceiro setor e reflexões produzidas por intelectuais e trabalhadores trans têm ampliado essa conversa e mostrado que falar de velhice também é falar sobre condições concretas de existência.

O questionamento sobre como as pessoas trans envelhecem assume que esse envelhecimento não acontece fora da história, mas dentro dela, atravessado por circunstâncias da vida.

Em muitos discursos, imagens e políticas, o corpo trans ainda aparece como algo descartável, fugaz, quase sem futuro, como se a existência estivesse condenada, por definição, à curta duração. Mas perguntar “como envelhecem?” desloca o centro da conversa. A questão deixa de ser se essas pessoas têm direito a um amanhã e passa a ser por quais caminhos, sob quais condições e com quais custos elas atravessam o tempo, lidam com a velhice e imaginam um futuro possível.

É nesse horizonte que o trabalho de Dandara Domingues ganha força. Psicóloga clínica, cientista social, pesquisadora e doutoranda em Psicologia, ela desenvolveu, no mestrado em Ciências do Envelhecimento, a dissertação “Que eu possa viver nelas, através delas e em suas memórias: passos e descompassos nas trajetórias de envelhecimentos e velhices de sujeitas transfemininas”, concluída em 2024.

Trata-se de um estudo qualitativo construído a partir das narrativas de mulheres trans e travestis com 50 anos ou mais, com atenção às vivências, percepções e desafios do envelhecimento.

É o enquadramento perspicaz para pensar memória, sofrimento, cuidado, permanência e reinvenção desta população. Esse trabalho não aparece isolado no cenário brasileiro.

Ele dialoga com outros esforços que vêm tentando nomear aquilo que por muito tempo foi mantido na sombra: o envelhecimento de pessoas trans. O dossiê “10 anos: A Geografia dos Corpos Trans”, publicado pela Rede Trans Brasil em 2026, amplia esse quadro ao reunir uma década de monitoramento da violência contra pessoas trans e, ao mesmo tempo, introduzir uma inflexão importante no debate público: em vez de apenas repetir a fórmula já cristalizada da “expectativa de 35 anos”, o documento passa a apresentar uma estimativa demográfica mais precisa sobre longevidade.

Segundo o estudo, a expectativa de vida estimada para pessoas trans foi de 69,1 anos.

Para efeito de comparação, a expectativa de vida ao nascer no Brasil foi de 76,6 anos em 2024. A diferença continua sendo significativa, mas a mudança de chave é importante: agora podemos colocar holofotes nas condições desiguais sob as quais algumas vidas conseguem persistir.

Sob esse olhar, envelhecer como pessoa trans é atravessar uma tensão constante entre a longevidade possível e a precariedade a que são submetidas. O desejo de seguir vivendo, apesar da experiência reiterada da exclusão. A resistência coletiva que sustenta a vida e a vulnerabilidade produzida por estruturas que ainda negam cuidado, trabalho, renda, reconhecimento e descanso.

É também nesse ponto que a pesquisa de Dandara Domingues se torna especialmente potente: não apenas por perguntar quem envelhece, mas por perguntar como se envelhece quando memória, rejeição, luto e afeto se entrelaçam no cotidiano.

Neste colóquio, convido Dandara Domingues a caminhar conosco por essas questões, pensando em como sujeitas transfemininas atravessam o tempo e como tudo isso se imbrica com a imaginação de uma velhice vivida com mais dignidade, reconhecimento e pertencimento. O objetivo aqui é exigir também responsabilidade política e organizacional, ética institucional e compromisso com trajetórias que insistem em existir, mesmo quando o mundo parece organizado para interrompê-las cedo demais.

A partir daqui, começam as perguntas.

Dandara, ao perguntar “como as pessoas trans envelhecem?”, já assumimos que elas atravessam o tempo, mas em condições muito diferentes daquelas que costumam ser tomadas como normais. Em sua pesquisa, como você percebe que esse envelhecimento acontece? Em que medida ele é atravessado por preconceito, violência, precariedade laboral, sofrimento emocional e, ao mesmo tempo, por resistência e cuidados entre pares?
Dandara Quando perguntamos “como pessoas trans envelhecem?”, já recusamos a ideia muito repetida de que pessoas trans simplesmente não chegam à velhice. Elas chegam e envelhecem, mas em condições profundamente desiguais. Na minha pesquisa, percebi que esse envelhecimento é atravessado por um acúmulo de vulnerabilidades ao longo da vida. Muitas participantes narraram violências desde a infância, no reconhecimento da identidade de gênero, na família, na escola, no trabalho, na saúde e nos espaços públicos. Então, quando a velhice chega, ela não chega como uma etapa neutra da vida, mas sobre corpos historicamente precarizados.
A transfobia, como violência estrutural destinada a pessoas trans e travestis, aparece como eixo central dessa discussão, pois organiza o acesso ou a falta de acesso ao trabalho, à renda, à moradia, à saúde, à convivência familiar e às possibilidades de cuidado. Muitas dessas sujeitas não tiveram trajetórias laborais protegidas, foram empurradas para trabalhos informais, sobretudo no mercado sexual, ou para situações de instabilidade econômica, o que impacta diretamente a forma como se envelhece.
No campo da saúde, apareceram negligência, despreparo profissional, desrespeito ao nome social, curiosidade invasiva, patologização e falta de conhecimento sobre demandas de pessoas trans e travestis envelhecentes, fazendo com que muitas evitem os serviços ou só procurem ajuda em situações graves. Também apareceu muito o sofrimento emocional, não como característica individual, mas como efeito de uma vida atravessada por rejeições, violências, solidão, perdas e insegurança. O adoecimento psíquico precisa ser lido ético-politicamente, porque não dá para falar de saúde mental sem falar de transfobia, exclusão familiar, violência social e precarização. Mas essas trajetórias não podem ser narradas apenas pela dor.
Há resistência, invenção de vida, cuidado entre pares, famílias escolhidas, comunidades LGBTQIA+, companheiras, companheiros e redes de apoio que reconstroem aquilo que a família de origem negou. Então, eu diria que o envelhecimento transfeminino acontece neste campo de tensão: de um lado, violência estrutural, precarização e invisibilidade; de outro, estratégias de existência, memória, solidariedade e cuidado. Envelhecer, para muitas mulheres trans e travestis, é contrariar uma expectativa social de desaparecimento. É permanecer viva, produzir história e reivindicar o direito de ser vista para além da sobrevivência, como sujeita de futuro, desejo, cuidado e dignidade.

O título da sua pesquisa fala em “viver nelas, através delas e em suas memórias”. Em muitas entrevistas, você acompanhou mulheres que viveram rejeição, expulsão ou silenciamento familiar. Como a memória dessas relações atravessa o modo como elas se cuidam, se lembram e se projetam para o futuro?
Dandara Essa pergunta toca em uma dimensão muito sensível da pesquisa, porque a memória não aparece apenas como lembrança do passado. Ela aparece como uma força que organiza o presente e também as possibilidades de futuro. Muitas trajetórias foram atravessadas por rejeições familiares, expulsões, silenciamentos e tentativas de apagamento. Quando essas mulheres narram suas histórias, elas não estão somente retomando episódios dolorosos, mas reorganizando o sentido dessas experiências.
A memória vira uma forma de elaboração, onde lembrar é também compreender o que foi vivido, nomear violências antes naturalizadas e reconhecer que a culpa não estava nelas, embora a sociedade cisgênera as culpabilize por uma ideia de “fracasso trans” desde a infância.
Nas entrevistas, a família apareceu de forma ambivalente: para algumas, foi o primeiro lugar da violência, da vergonha e da negação da identidade; para outras, houve afetos parciais, apoios tardios, aproximações e afastamentos, o que impactou o modo como elas se cuidam. Quando a família de origem falha ou abandona, muitas passam a construir outras formas de pertencimento com amigas, companheiras, redes LGBTQIA+, vizinhanças, coletivos e espaços religiosos ou comunitários mais acolhedores. Então, o cuidado precisa deixar de ser pensado apenas como algo biológico ou consanguíneo e passar a ser construído como escolha, vínculo e reconhecimento.
O título da dissertação “Viver nelas, através delas e em suas memórias”, aponta essa continuidade entre vida, memória e transmissão, mostrando que essas sujeitas carregam outras com elas: as que vieram antes, as que foram perdidas, as que abriram possibilidades de existência e aquelas que ainda virão. Há uma dimensão de ancestralidade e responsabilidade coletiva, como lembra Renata Carvalho com a Transcestralidade. Assim, quando elas se projetam para o futuro, esse futuro não é abstrato: é marcado pelo desejo de não desaparecer, de serem lembradas com dignidade, de deixar referência para outras pessoas trans e travestis e de mostrar que é possível envelhecer, apesar de tudo.

Faz sentido falar em luto relacionado à rejeição familiar, mesmo sem haver morte física?
Dandara Sim, para mim faz bastante sentido. E acho importante dizer que esse é um tipo de luto que muitas vezes não é reconhecido socialmente, justamente porque não há uma morte física. Ou de um corpo visto como digno de ser enlutável, porque ele não é “viviel”, como nos lembra Judith Butler. Mas há perdas reais. Quando uma pessoa trans e travesti é rejeitada pela família, ela pode continuar tendo pai, mãe, irmãos ou parentes vivos, mas perde o lugar simbólico que talvez esperasse ocupar naquela rede. Perde a possibilidade de ser reconhecida em sua identidade, de ser acolhida em datas importantes, de contar com cuidado em momentos de vulnerabilidade, entre outras coisas. Então, não é a morte de alguém necessariamente, mas pode ser a morte de uma expectativa de amor, de pertencimento e de proteção. Como se para poder ser amada, precisasse ser outra. Algo que ela jamais poderia ser.
Na minha pesquisa, isso aparece de forma muito forte. Como eu já havia comentado na questão anterior, a memória familiar é ambivalente porque pode carregar afeto, mas também expulsão, vergonha, silêncio e ruptura. Esse luto se manifesta quando essas mulheres precisam elaborar a ausência de uma família que,  em muitos casos, ainda existe biologicamente, mas deixou de existir como espaço seguro. No envelhecimento, isso pode se intensificar quando a necessidade de cuidado se torna mais evidente.
Momentos de adoecimento, solidão, perda de renda, insegurança material ou simplesmente a percepção da passagem do tempo fazem essa ausência reaparecer com mais força. Mas, novamente, eu não gostaria de falar disso apenas pela dor. Porque muitas participantes também mostram que, diante desse luto, outras redes são construídas. Amigas, companheiras, outras mulheres trans, travestis, coletivos, vizinhas, profissionais sensíveis e comunidades de afeto passam a compor aquilo que muitas vezes chamamos na literatura acadêmica de “família escolhida”.

Como a dificuldade de acesso ao trabalho formal e a precariedade econômica moldam a forma como essas mulheres vivem a velhice?
Dandara Essa questão se conecta ao que já discutimos sobre precarização, mas aqui eu destacaria que o trabalho formal não é apenas fonte de renda. Ele também organiza o acesso a direitos, previdência, estabilidade, moradia, melhores condições de saúde e possibilidade de planejar o futuro. Na pesquisa, a dificuldade de acesso ao trabalho formal aparece como uma das marcas mais duras das trajetórias de mulheres trans e travestis. Muitas foram excluídas cedo do mercado de trabalho, não por falta de capacidade, mas porque a transfobia limita oportunidades, interrompe percursos escolares, bloqueia entrevistas, impede a permanência em ambientes profissionais e empurra essas sujeitas para a informalidade e, muitas vezes, para o mercado sexual como única opção.
Quando isso se acumula ao longo da vida, a velhice chega sem as proteções que muitas pessoas associam ao envelhecer.
João Nery já denunciava isso em “Velhice Transviada”, ao perguntar: “E a nós, os transvelhos, quem cuida?”. A crítica dele aponta que os avanços da ciência, da saúde e dos direitos civis não chegam igualmente às pessoas trans e travestis, que continuam morrendo cedo. Então, a precariedade econômica molda a velhice como experiência de insegurança permanente. Também observei que essa precariedade produz sofrimento subjetivo, porque há uma cobrança social para que a velhice seja tempo de recolhimento, descanso ou estabilidade, mas, para muitas sujeitas transfemininas, ela continua sendo tempo de luta material. A necessidade de seguir trabalhando, depender de bicos, contar com ajuda de terceiros ou viver sem garantias reforça a sensação de vulnerabilidade.

Em muitos casos, a rejeição familiar se soma à falta de acesso ao trabalho, à instabilidade profissional e à exclusão do mercado. Em suas entrevistas, como você observa que essa combinação de exclusões (familiar, social e econômica) repercute na saúde emocional e na própria imaginação de uma velhice serena entre as sujeitas transfemininas?
Dandara Nas entrevistas, ficou muito evidente que essas dimensões não aparecem separadas. A rejeição familiar fragiliza a rede de cuidado, a exclusão do trabalho formal fragiliza a autonomia econômica e a transfobia social fragiliza a circulação nos espaços públicos e institucionais. Quando tudo isso se acumula, a velhice deixa de ser imaginada como um tempo de descanso e passa a ser vista, muitas vezes, como um tempo de incerteza. Isso repercute diretamente na saúde emocional, porque pode gerar uma sensação de desamparo estrutural. Algumas participantes falavam do medo de adoecer sozinhas, de não ter quem acompanhe uma consulta médica, de depender de pessoas que talvez não respeitem sua identidade, de não conseguir se manter financeiramente ou de serem novamente expostas à violência em instituições de cuidado. Então, a ideia de uma velhice serena fica muito comprometida.

Você percebe alguma mudança entre diferentes gerações de pessoas trans em relação às possibilidades de envelhecer com mais segurança?
Dandara Há avanços importantes, sem dúvida, porque hoje existe mais circulação de informações, mais presença de pessoas trans e travestis na universidade, na política, na mídia, nas redes sociais e nos movimentos sociais. Também há maior debate público sobre nome social, acesso à saúde, direitos, empregabilidade e violência de gênero. Para gerações mais jovens, isso pode ampliar repertórios de identificação e criar possibilidades que muitas mulheres trans e travestis mais velhas não tiveram. Muitas das sujeitas mais velhas cresceram em contextos em que sequer havia linguagem pública disponível para nomear suas experiências.
O reconhecimento vinha muito tarde, muitas vezes depois de longos percursos de silêncio, culpa, medo ou isolamento. Mas isso não significa que as novas gerações estejam automaticamente protegidas. A transfobia continua estruturando a escola, a família, o trabalho, a saúde e os espaços públicos. E há um crescente movimento anti-trans em ascensão. O que muda é que talvez hoje existam mais ferramentas para nomear a violência, denunciar, encontrar pares, acessar referências e construir redes.

Ao comparar gerações, você encontra diferenças na forma como as pessoas trans vivem a rejeição, a aproximação ou até o silêncio familiar? Você percebe que sujeitas mais velhas tendem a carregar rejeições mais duras ou mais sedimentadas, enquanto as mais jovens encontram outras formas de família, de cuidado entre pares e de redes de apoio que talvez aliviam parte desse peso ou vice-versa?
Dandara Eu percebo que há diferenças, sim, mas elas não são lineares. Não dá para dizer simplesmente que as gerações mais velhas sofreram rejeição e as mais jovens encontram acolhimento. As sujeitas mais velhas viveram em contextos com menos linguagem pública sobre transgeneridade, menos políticas de reconhecimento, menos redes institucionais e menos possibilidade de encontrar pares fora de espaços marcados pela marginalização. Então, em muitos casos, a rejeição familiar foi vivida como algo mais solitário, silencioso e difícil de nomear. Para algumas delas, o silêncio familiar foi tão violento quanto a expulsão explícita, pois havia uma convivência baseada na negação.
Esse tipo de rejeição sedimentada atravessa décadas e pode reaparecer com força na velhice, especialmente quando se pensa em cuidado, adoecimento e dependência.
Entre pessoas trans e travestis mais jovens, há hoje outras possibilidades de nomeação, encontro e rede, pela internet, pelos coletivos e pela presença de referências trans-travestis na universidade, na política, nas artes e nas redes sociais. Isso pode facilitar a construção de famílias escolhidas e de cuidado entre pares, mas eu teria cuidado com a ideia de que as juventudes trans e travestis estão necessariamente mais protegidas. Muitas ainda são expulsas, violentadas, silenciadas ou obrigadas a negociar sua existência dentro de casa. A diferença talvez esteja no fato de que hoje há mais repertórios para entender que aquilo é violência, e não culpa individual. Na minha pesquisa, o que aparece com mais força é esse acúmulo de rejeições familiares antigas, silêncios prolongados, vínculos interrompidos e, ao mesmo tempo, a invenção de outras redes de cuidado ao longo da vida.
Então, eu diria que as gerações mais velhas muitas vezes carregam rejeições mais sedimentadas, mas também saberes sofisticados de sobrevivência, criação de vínculo e reconstrução da própria história. Talvez a principal diferença geracional esteja menos na existência ou não da rejeição e mais nas condições disponíveis para enfrentá-la.

Qual é a pergunta sobre o seu trabalho que nunca foi feita? E, como responderia à ela?
Dandara Eu acho que uma pergunta que talvez ainda não tenha sido feita é: o que as sujeitas transfemininas mais velhas ensinam à própria ciência sobre envelhecer? E eu responderia que elas ensinam, antes de tudo, que envelhecer não é apenas um processo biológico, cronológico ou individual. Envelhecer é também atravessar instituições, normas, violências, afetos, ausências e possibilidades de cuidado. A velhice não começa na velhice. Ela vai sendo produzida ao longo da vida, pelas oportunidades que uma pessoa teve ou não teve, pelas redes que conseguiu construir, pelos direitos que lhe foram negados e pelas formas de reconhecimento que recebeu ou perdeu. A velhice é um lugar que precisa ser disputado.
E ela não é democrática. As mulheres trans e travestis que participaram da minha pesquisa mostram que a gerontologia precisa ampliar radicalmente suas perguntas. Não basta perguntar sobre saúde, funcionalidade, aposentadoria ou rede familiar como se esses elementos estivessem igualmente disponíveis para todas as pessoas. Então, talvez essa seja a pergunta que eu gostaria de escutar mais e não apenas o que a ciência pode dizer sobre pessoas trans envelhecentes, mas o que pessoas trans e travestis envelhecentes podem dizer sobre os limites da ciência que temos produzido.

juda nunes - ENTREVISTA. Pessoas Trans têm o direito de existir no futuro?

Judá Nunes é inovadora social, licenciada em Teatro pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Especialista em Educação para Inclusão da Diversidade, analista de ESG e reconhecida como LinkedIn Top Voices Orgulho. Tem atuado como educadora, gestora de projetos, comunicadora, escritora, palestrante e consultora; se destaca como mentora de um novo tempo, oferecendo insights sobre a dinâmica da diversidade no século XXI. Desde 2016, seus estudos em Gênero, Educação, Movimentos Sociais, Trabalho e Transformação Humana culminaram no desenvolvimento de uma metodologia exclusiva e crítico-analítica para a formação de executivos na educação corporativa e para a gestão de projetos de impacto social, com foco em DEI. Sua paixão pela promoção da inclusão reflete-se em sua missão de comunicar e impactar positivamente, eliminando barreiras e conscientizando sobre vieses. Colunista EA “Letramentos em Futuro”.

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