Por Ítalo Lucena 

 

O ímpeto da juventude, para mim, vai muito além da idade física de cada um nós. Em muitos casos e, muito deles fatos, é possível enxergar que a expressividade do termo “juventude” vai muito além de uma ideia cronológica. É fato que todos nós envelhecemos, mas a questão que abordo aqui é: como tratamos a jovialidade dos nossos pensamentos?  

Ou como aplicamos este ímpeto jovial ao longo de toda a nossa vida? 

Pois bem, atrevo a dizer que basta uma pequena reflexão sobre nós mesmo para encontrarmos ações praticadas em que veremos esses impulsos caracterizados.  

É justamente, para aqueles que visualizam fatos como este, que gostaria de dividir a seguinte visão sobre relacionar juventude com inovação: eu preciso estar em que fase da minha vida para ser uma pessoa inovadora? 

Ancorando meus questionamentos em bases teóricas, posso sugerir para vocês que a aptidão pessoal para produzir o novo, novas combinações, apontar problemas e resolvê-los, teoria abordar pelo Guy Aznar em seu livro “Ideias: 100 técnicas de criatividade”, não me parece estar ligada diretamente a idade cronológica, mas a capacidade de aproveitar as experiências diárias e informações que estão ao nosso redor. 

Pensar criativamente é pensar verticalmente.  

Este raciocínio vertical é cavar cada vez mais profundo no mesmo buraco ao qual estamos buscando extrair novidade. Já o pensamento lateral é tentar novamente em um outro local. Isto significa dizer que se não se encontram respostas satisfatórias para determinados problemas, deve-se procurá-las em outro lugar, ou de outra maneira, olhando sob outro ângulo, por meio de outras associações.  

E é exatamente esta a dificuldade de algumas pessoas. 

Trazendo mais um autor para nossa discussão aqui, Eunice Alencar em seu livro “Criatividade: Múltiplas perspectivas”, traz uma visão de que a criatividade é um processo e pode ser explorado combinando suas etapas estruturais, tais como: conscientização sobre os problemas e tomando conhecimento da natureza e dos prazos para solucioná-los, preparação das bases hipotéticas da solução em si, incubação das ideias para que elas sejam analisadas e testadas antes de entrar em prática, iluminação para o nascimento do processo solucionador desenhado e por fim, verificação e comprovação da transformação do status quo em algo novo, diferente e mais eficiente. 

Uma questão bastante interessante do ponto de vista de estimular as pessoas, em qualquer estágio profissional, a serem protagonistas nos processos de transformação nas organizações, pode vir de uma afirmação que “fazer com as pessoas em vez de fazer para elas” (Benvenutti, 2018).  

Este ponto sugere que introduzir as pessoas, de todos os geracionais, nas organizações em atividades de co-criação, pode gerar frutos incalculáveis para a própria empresa em questão, uma vez que estes indivíduos são, de certa forma, os maiores conhecedores dos processos, produtos e lógicas estabelecidas (Benvenutti, 2018). 

 

Novo Projeto - Uma visão sobre o comportamento criativo

Ítalo Lucena é HR Manager na MD2 Consultoria, Tech Recruitment Manager, DPO Membro ANPPD®. É mentor no programa ABStartup/Sebrae com foco em modelagem de negócio. Colunista EA “Jovens do Futuro”. 

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