Por Rodolfo Pombo

 

Não poderia começar este texto de estreia sem agradecer à equipe da EA Magazine pelo convite de integrar seu time de Colunistas. A oportunidade de utilizar esse espaço para compartilhar conhecimentos e fazer viagens entre o passado, presente e futuros será muito especial!

Minha primeira pergunta, entre tantas que eu venha a fazer daqui em diante é:

Como uma apresentação sobre exploração espacial e um show de rock podem mudar sua forma de pensar?

Muito, se você souber explorar e conectar o seu repertório.

Mais referências = Mais conexões

Durante minha jornada como profissional de comunicação, minha formação inicial é em publicidade e propaganda, sempre encarei que nenhuma informação é descartável e ela tem potencial de ser relevante em algum momento de nossas vidas: seja uma notícia sobre um país distante, os ingredientes incomuns de um prato típico que nunca comemos em nossas vidas e por aí vai.

Sabe por quê?

Nunca sabemos com o que ou com quem iremos precisar lidar daqui a poucos segundos. Não temos ideia sobre o próximo desafio que vamos precisar resolver em nossa vida pessoal ou profissional.

Diversidade ou aprofundamento?

A diversidade de conteúdos e conhecimentos torna possível enxergarmos o mundo além de uma eterna miopia e do “sempre foi assim”. O repertório amplo clareia nossa mente e nos mostra que o amanhã não será o hoje com poucas modificações, ele pode ser totalmente diferente!

Vamos voltar um pouco no tempo e compararmos 2020 com 2019. Isolamento? Máscara? Trabalho remoto?

Isso não era cogitado pela maioria de nós durante os últimos meses de 2019.

Se a pandemia pegou quase todo mundo de surpresa, como Bill Gates já falava sobre essa possiblidade durante sua palestra no TED Vancouver em 2015? Porque ele soube conectar os pontos. Ele viu tendências que pareciam desconectadas e percebeu para onde o mundo poderia caminhar. E isso só foi possível porque seu repertório foi além da tecnologia, ele explorou Ciência, Saúde, Política e História.

O perigo de seguirmos sempre as mesmas referências, é acharmos que apenas elas são relevantes ou aplicáveis em qualquer contexto.

Ligue o seu radar e absorva informações que estejam um pouco mais distantes da sua rotina, da sua área de atuação ou, até mesmo, de seus interesses.

Assista a uma série de um tema inédito, leia um livro de um autor diferente ou vá a um evento que não seja da sua área.

De Agatha Christie a Harari

Confesso que nunca gostei de ler questões técnicas em livros, já que ao longo do dia sou bombardeado por muitas informações relacionadas aos diversos temas e também porque muitos materiais acabam requentando conceitos que já foram apresentados anteriormente. Mas é necessário ter contato de forma mais profunda com alguns conceitos.

Um hábito que estabeleci há alguns anos é ler um livro mais técnico ou de uma área na qual eu esteja me concentrando naquele momento e, assim que finalizo, começo a ler um livro de romance, suspense ou qualquer história que não tenha nenhuma ligação com a parte técnica. Mesmo assim, involuntariamente algumas conexões entre esses diversos mundos podem ser percebidos.

De roqueiros mascarados à exploração de Marte

Um dos meus locais favoritos para explorar e ampliar o repertório são os grandes eventos, porque eles nos dão a oportunidade e possibilidade de absorvermos conteúdos além do tradicional em um curto espaço físico e de tempo.

Os eventos que mais estive presente em minha vida são muito diversos: 3 vezes no Rio Innovation Week e 8 vezes no Rock in Rio. A aleatoriedade é um dos meus pontos fortes, um evento sobre inovação e outro sobre música!

Lembra do que eu disse sobre absorver informações fora do cotidiano ou até mesmo dos seus interesses primários?

Esses dois eventos sempre me dão a possibilidade real de ter contato com gerações diferentes da minha e interagir com temas muito distantes dos quais eu estou acostumado. Por exemplo: no último Rio Innovation Week assisti a uma apresentação do Ivair Gontijo, que faz parte da equipe da NASA dedicada à exploração de Marte.

Não sou astronauta, fã de Star Wars ou de discos voadores, foi a curiosidade que me levou até lá.

Então, te convido a colocar novos óculos sempre que possível e observar o mundo de formas além do habitual. Que tal testar isso na sua vida? Vá a um evento em outra cidade, leia um livro de um gênero que você nunca explorou ou simplesmente converse com alguém de uma geração diferente da sua.

Aposto que você vai se surpreender e possivelmente encontrar uma trilha sonora que mistura rock com exploração espacial ou outra temática incomum.

Rodolfo Pombo é mestre em Administração (UFF), pós-graduado em Gestão e Empreendedorismo (UFF) e pós-graduando em Foresight Estratégico e Design de Futuros (ESPM). Designer visual, designer de serviços e pesquisador, mentor de startups, atuando em tutorias e condução de projetos relacionados ao empreendedorismo e inovação para consultorias e empresas players. Colunista EA “Olhares Futuros”.

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