Por Débora Kelly Oliveira

 

Sabemos que, para ter uma boa saúde mental, precisamos ter uma boa autoestima.

A autoestima é o maior patrimônio que alguém pode ter. Sem autoestima não temos forças para nenhum tipo de realização, seja pessoal ou profissional. Ela é a chave da nossa felicidade ou infelicidade, ela encoraja ou desencoraja nossos pensamentos e sentimentos.

A autoestima nos conduz à felicidade, quando aceitamos nós mesmos e a nossa capacidade de superar obstáculos, nos sentimos mais confiantes, mais seguros e mais determinados, na busca do sucesso de nossos atos.

E quem de nós já não passou por vários processos de oscilações na sua autoestima?

Quem de nós já não teve sua autoestima fragilizada e muitas vezes sentiu duramente os reflexos negativos que uma baixa autoestima nos traz.

Mas muito ao contrário do que muitos pensam, a autoestima não é construída com uma imagem superficial e externa, mas sim de um profundo olhar interior, baseado em fortes pilares que nos sustentam, independentemente do quanto você ganha, da roupa que você veste, da sua unha feita, ou do tipo de carro ou celular que você usa, do seu corpo perfeito ou malhado.

Conheço pessoas riquíssimas, com alto nível de conhecimento, que vestem roupas caríssimas, vivem em situação de luxo, ocupam grandes cargos e que têm uma autoestima baixa ou pseudo autoestima.

Como também já conheci várias pessoas humildes, com pouco conhecimento intelectual, poucos bens materiais, que se vestem de forma simples, mas que têm muita autoestima e são bem mais felizes.

O que quero transmitir aqui não é nenhuma apologia à pobreza, mas, sim, dizer que os pilares da autoestima são outros valores, têm outras conotações.

Os pilares da autoestima, segundo Nathaniel Branden, em seu livro “Autoestima e seus seis pilares”, diz que é uma necessidade fundamental para todos que vivem em uma sociedade caótica e competitiva, pois é a autoestima que dá forças para as pessoas recusarem a se manter em relações adversas consigo mesmas. E o quanto ela é crucial no trabalho, nos relacionamentos familiares, na educação, na psicoterapia e na cultura, ela é fundamental para seu poder pessoal e profissional.

Seis pilares da autoestima que precisamos desenvolver para ter uma autoestima saudável:

1° Pilar. Viver conscientemente

É preciso ter a consciência de quem eu sou, qual a minha história, minha origem, como sou, se tenho luz, se tenho sombras, como é o meu corpo, quais são as características que me defino. Mesmo que muitas vezes eu não seja o modelo padrão que minhas crenças acreditam ser as melhores, mas preciso saber quem eu realmente sou.

Este pilar da autoestima nos mostra a importância de compreender as motivações conscientes e inconscientes que estão por trás dos pensamentos, sofrimentos e comportamentos que nos geram infelicidade e sofrimentos.

2° Pilar. Autoaceitação

Este pilar nos convida a nos ver com valor próprio, ´podendo sentir e expressar, tenho valor e sou capaz, estando atento também para, quando necessário, colocar limites nas diferentes relações, dizendo não, basta, me respeite.

Todo ser humano é imperfeito e temos que aceitar nossas imperfeições e sabermos que estamos suscetíveis a erros. Somente assim poderemos nos corrigir, mas é preciso aceitar que temos raiva, que temos medo, que podemos errar. Se eu não aceitar que sou capaz de errar, como vou aprender com meu erro? Se eu não aceitar que errei!

Para superarmos dificuldades preciso admiti-las e, para isso, é necessário entrar em contato com os meus sentimentos e experimentá-los com segurança. Tenho que aprender a me acolher. Somente conseguirei transpor as minhas barreiras quando eu me tornar minha melhor amiga. A autoaceitação nos convida a questionarmos os porquês que nos levam a atitudes indesejadas e inapropriadas

3° Pilar. Autorresponsabilidade

Este pilar nos convida a ser o protagonista da nossa história. Assumirmos as responsabilidades pelos nossos atos, escolhas e ações. Considero observar como me relaciono com os outros. E assim, passo a entender que não posso terceirizar as minhas responsabilidades por minhas escolhas, por meus erros e não fico justificando os meus deslizes.

Temos que ter a capacidade de nos reconhecer e assumir nossas responsabilidades e buscar a mudança daquilo que fazemos e que não é saudável.

Não me envergonho de mudar, porque não tenho vergonha de pensar. O que não quer dizer que minha personalidade seja fraca, mas sim que sou capaz de assumir meus erros e corrigi-los.

4° Pilar. Autoafirmação ou autoconfiança

Este pilar nos dá o direito de considerar importantes meus pensamentos, sentimentos e ações. Pois não estamos aqui neste mundo apenas para satisfazer a vontade ou as expectativas dos outros.

Isso não quer dizer e nem me dá o direito de ser arrogante, intransigente ou agressivo, mas aceitar ser o que sou, com qualidades ou limitações, sem precisar mentir, esconder ou falsificar a si mesmo para ser aceito pelos outros.

Muitas pessoas têm medo de dizer o que sentem ou pensam com medo de ser rejeitados ou até mesmo escondem sua felicidade com medo da inveja dos outros. São pensamentos assim que estagnam o crescimento humano. Como também, submeter-se à tirania dos outros só faz adiar confrontos que são inevitáveis. É importante nutrir em nós a confiança e segurança naquilo que somos, sem medo de ser repreendidos.

5° Pilar. Intencionalidade

Este pilar nos convida a refletir: o que queremos da nossa vida? O que estou fazendo para ter as minhas conquistas? Como tenho procurado realizar meus sonhos? Que mudanças preciso fazer nas minhas estratégias? Vale a pena manter alguns tipos de relacionamentos que não me levam a lugar nenhum? Não podemos perder nosso foco de minuciosa reflexão com nós mesmos.

“Quando não sabemos onde queremos ir, qualquer lugar serve!” É preciso ser ter autonomia em nossas decisões e de nossos trabalhos para que conquistemos nosso próprio pão, que vem do nosso suor, do nosso esforço.

Para isso, precisamos ter disciplina, força de vontade, coragem, perseverança, paciência, capacidade de nos organizar e, principalmente, acreditar na nossa capacidade de realização. Por isso, não devemos nos acomodar, nos deixar abater por qualquer dificuldade, temos que manter nosso propósito vivo.

6° Pilar. Integração pessoal

É o pilar que nos convida a olhar para as nossas condutas e valores, nossas convicções, normas e crenças. Quando nossa conduta é consistente com os nossos valores, quando nossos ideais e práticas são consistentes, temos integridade. E ela aparece quando agimos de acordo com nossos sistemas de valores. Quando somos capazes de admitir nossos erros, entender o porque, reconhecer erros e pedir perdão, reparar os danos causados, comprometer-nos em agir no futuro de forma diferente.

Desenvolver nossa autoestima é desenvolver a nossa capacidade de ser feliz!

Por isso, construa este seu grande patrimônio em pilares verdadeiros e de real sustentabilidade.

Invista no seu autoconhecimento, faça terapia.

 

DEBORA

Débora Kelly de Oliveira é mãe da linda Raíssa, empreendedora atuando em desenvolvimento humano há mais de 20 anos. Graduada em Administração de Empresas (Unifenas, MG), especialista em gestão de Projetos (Unichristus, CE) e em Psicologia Transpessoal (Unipaz, SP), personal professional Coach SBC, terapeuta Comunitária Integrativa, terapeuta Sistêmica, consteladora Familiar. Professora em cursos profissionalizantes, de graduação e pós-graduação. Voluntária do programa de educação Valores Humanos de Sathya Sai Baba, das Terapias de Rene Mey, e também Massoterapeuta. Tem como propósito ajudar a seu próximo a transformar suas dores em talentos por meio do autoconhecimento. Colunista EA “Saúde Mental”.

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